Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Até que enfim!

É isto que se faz nas praxes. São os rituais de companheirismo e integração....

Ainda ontem falei deste assunto, mas hoje vou voltar a tocar nele. As praxes. Foi com agrado que hoje lia o JN e deparei-me com a notícia de que estão a tentar resposabilizar a Universidade Lusiada em Famalicão, pela morte de um aluno, numa sessão de praxe da Tuna Académica dessa faculdade.
Já não era sem tempo que alguem se insurgisse contra essa cambada de trogloditas, que se julgam mais do que os outros e que abusam daqueles que se deixam abusar, só porque se querem sentir integrados.
Confesso que não gosto da forma que se faz a praxe. O que eu vejo é que, se tenta humilhar o aluno caloiro. Quanto mais humilhação houver, melhor. Ontem o texto andava à volta de restejos em escrementos. Mas já ví coisas pouco dignas e que podem ferir a dignidade de qualquer pessoa, como ter que simular orgasmos, rastejatem na rua, ter que andar vestidos de forma pouco própria, alunos serem subjugados por uma cambada de frustrados, enfim... O sentido da praxe deveria ser o de integrar o aluno, fazer com que ele se sinta parte da faculdade, ensinar o significado do passo que vai dar na sua formação como pessoa. Nada disso acontece. Antes, é vergonhoso ver o que é que significa para muitos estudantes, ser universitário: Sinal de borgas e bebedeiras. Não é esse o significado.
O caso deste aluno, Diogo, remonta a 2001. Ele já era quarto anista de Arquitectura, mas ainda não tinha deixado de ser caloiro na Tuna. Se bem me lembro, sería nessa noite que o Daniel deixaria de ser caloiro na referida tuna. E deixou de o ser. Assim como também deixou os seus entes.
A barbaridade continua. Na sessão de julgamento de ontem, uma vaga de esquecimento tolheu a cabeça de dois ex-tunos, que se lembram de tudo, até ao momento da morte. Bandidos! Deveriam ser punidos exemplarmente! Tanto eles, como a faculdade. Só assim, as mentalidades mudam. E oxalá haja mais coragem de pessoas que passaram pelo mesmo, para que estas atrocidades sejam punidas.

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1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

O que mais me assusta no seu artigo e me deixa a falar sòzinha é saber que estes trogloditas serão no futuro pessoas que irão ocupar cargos mais ou menos importantes no país. Dirigentes políticos, doutores em medecina, professores etc. Terão de lidar com diversas naturezas e aí que vão eles fazer? dá que pensar e muito, e assusta.
Novamente gostei muito da sua exposição do tema.
Parabéns!

28 de Outubro de 2008 18:06  

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