O momento da verdade....
Para começar, tinha várias hipoteses. Podería ter abordado outros temas. Podería até ter falado sobre coisas banais como a subida ou descida do preço da gasolina ou o terrível massacre da Finlândia. Mas apeteceu-me falar sobre o Momento da Verdade, programa da grelha da SIC, mais uma "droga" para o 'Zé Povo', snifar e ficar dependente, baseado na venda da integridade humana dos concorrentes que lá se sentam, na ânsia de ganhar a módica quantia de 250 mil euros.
Vai parecer cópia de alguns textos que já lí no JN e no Editorial do Destak, da autoria de Isabel Stilwell, a quem parabenizei, mas desculpem-me, eu pensei primeiro. Na minha opinião, este programa, não deixa de ser uma forma (in)digna de prostituição. Afinal, as pessoas que lá vão tentar ganhar dinheiro, não deixam de vender a sua intimidade a troco de um valor monetário.
Apenas ví o final do primeiro programa. Como qualquer pessoa, sou curioso e gosto de ver qualquer tipo de coisa, para fazer a minha selecção do que mais me interessa. Não podería saber que este programa é deprimente, se não o tivesse visto. Bastou-me ver o final e os comentários do 'painel de comentadores', para dar o meu veredicto. Não presta, é baixo, deprimente, em nada abona a aprendizagem, não ensina nada a ninguém, no entanto a grande maioría das pessoas o vê.
E sei que o vêm, porque as infrmações que vou tendo, sobre, por exemplo, o pai que foi eliminado porque o polígrafo disse que ele guardava rancor ao filho, ou a concorrente que tinha vergonha da familía, entre outras coisas, me são contadas, por colegas de trabalho, que com aquele ar de quem vai dar uma grande novidade, mo dizem.
Mas reportando-me ao (pouco) que ví... Foi absolutamente deprimente ver alguém dizer que enganou a mulher mais de quinze vezes num ano, muitas delas sem preservatívo. Foi deprimente ver a cara dela. Foi deprimente ver a Teresa Guilherme, com o seu ar de qualquer coisa, aprofundar essas questões. Mas mais deprimente foi o que se seguiu. O especial que contou com a presença de Luísa Castel-Branco, Claudio Ramos e Gonçalo da Câmara Pereira.
Foi nojento, ver o Sr. Gonçalo da Câmara Pereira dizer que isto é normal nos homens. Que traição sería apenas não voltar para casa. Ao estar com outras mulheres e voltar para casa, não há traição. Que o homem estava condenado por dizer a verdade. Que os homens não podem dizer a verdade, porque são logo julgados. Entre outras coisas. Mas o que é isto? De onde saíu esse senhor? Que imagem deixa ele dos Homens no geral? Senti vergonha e mudei de canal. Senti vergonha, não de ser homem, mas de haverem homens com o pensamento daquele ser.
Gostei da Luísa. Deixou-o sem resposta e pôs a nú a pessoa hipócrita que ele deve ser. Estava alí para discutir a vida de terceiros, mas não conseguiu responder à pergunta da Luísa. E se fosse a mulher dele a dormir com quinze homens e a não usar preservativo nas relações? Nojo!!
Já está muito longo o post. De qualquer forma, este programa podería ter um bom fundo. E aí faço plágio do texto do JN de ontem: Sentava-me à frente da televisão com uma cervejinha na mão, se naquela cadeira, em vez de estar um qualquer a prostituir-se, estivesse por exemplo o Senhor Primeiro Ministro, o Senhor Presidente da Galp, o Senhor Presidente do FC Porto, entre outros, a dizerem a VERDADE aos portugueses. Mas eles não devem saber o que isso é... Sabem o que é a verdade deles... E vendem-na... E o 'Zé Povo' compra-a.....
Etiquetas: Momento da verdade






1 Comentários:
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