quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Texto da revolta!!


Venho cá poucas vezes, porque a minha vida profissional assim me determina, pois ter dois empregos, não é pêra doce.

Mas durante esta ausência, tenho assistido a muita coisa que me deixa deveras decepcionado, com o país onde vivo.

O estado das coisas neste país, vão de mal a pior. São empresas que fecham, empresas que despedem pessoas, empresas que entram em lay-off, pessoas que roubam e são absolvidas, presidentes ou ex-presidentes de câmaras que admitem terem desviado dinheiro das respectivas e que não são punidos, pressões, como se verificou com a notícia de ontém sobre o Caso Freeport, para que as coisas sejam arquivadas, sem que se possa sequer fazer uma investigação credível, pessoas que tentam desenvolver o seu trabalho e são afastadas porque o querem fazer bem e são substituidos para os casos cairem no esquecimento, enfim, um sem número de situações que geram um mal estar e um caos total na sociedade actual e que tem que acabar!


ESTÁ NA HORA DE DIZERMOS BASTA!!


Chega de atropelos à sociedade, que já tem problemas que chegue com os despedimentos, com o pouco ordenado que recebe ao fim do mês, com a constante subida de preços das coisas, com o nada fazer do Estado português, que o único que sabe fazer e bem, é aumentar impostos e fazer demagogia política, falando uma hora para a televisão sem nada dizer. Chega de baixaria contra os mais necessitados. Chega de leviandade no tratamento das pessoas, pelos órgãos de responsábilidade...


CHEGA DE TUDO ISTO!!!


Recentemente falava com uma pessoa, e ela dizia-me que aqui em Portugal era necessário existir uma pequena ETA. Eu sou contra a violência, porque acho que a violência apenas gera mais violência, mas enfim, sou obrigado a concordar e confesso até que haveria a forte hipotese de ser um dos militantes..


De facto é preciso fazer alguma coisa. Não temos políticos a altura, o único que lhes interessa é roubarem o quanto podem o povo português, que impávido e sereno assiste a tudo sem nada fazer. Será preciso haver outro 25 de Abril? O povo tem que sair à rua, tem que se manifestar mais do que o que faz. Os jovens têm que tomar conta desta pouca vergonha de governantes que temos, que o que sabem fazer é fazer política de sarjeta.


Há uns dias atrás, via um programa na SIC, onde estavam pais de miúdos que tinham desaparecido. Fiquei abismado com as desculpas que ouvi os pais dizerem que a polícia deu. Fiquei atónito quando o pai da Rita Sloff Monteiro, que desapareceu à cerca de três anos em Matosinhos, disse que quando foi à polícia dar conta do desapareciemtno da filha, lhe disseram tão simplesmente "deixe lá. Quando ela tiver frio e fome aparece..."


O que é isto? Que medidas foram tomadas contra o agente que se dirigiu a um pai em desespero, nestes modos?


O único que a nossa polícia sabe fazer e bem, é andar à caça do incauto. É passar multas. É apreender muito rapidamente lívros em feiras, com capas obscenas. É para isto que temos a nossa polícia?


Temos que acordar para a realidade em que vivemos e dar a volta ao texto. Em Abril de 74 a sociedade não estava contente com o regime em que vivia e revoltou-se tomou conta de tudo e impôs a sua vontade. É preciso fazer isso novamente? Se for preciso vamos a isto!!


Pode, à primeira vista, parecer um texto de alguém que está desesperado. Nada disso. Só que revolta-me ver bancos privados (BPP) a fechar por negligência dos seus directores e apesar de dizerem que não vão ajudar, os nossos governantes vão injectar lá dinheiro. Dinheiro meu e de todos os contribuintes. Que temos nós a ver com isso? Estão a brincar connosco. CHEGA DE BRINCADEIRAS!!!


Chega de vermos pessoas competentes, serem destituidos dos seus cargos... pela sua competência. Ainda ontem via o Especial que deu na TVI, sobre o suposto desaparecimento da menina Madeleine McCann.. Porquê é que Gonçalo Amaral, que foi coordenador da PJ e estava a desenvolver um excelente trabalho e perto da verdade, foi substituido por um outro, que nada descobriu até ao processo ser arquivado?


Porque é os inspectores da PJ do Porto que estavam a investigar o processo Apito dourado, no seu início, foram substitudos? Porque é que toda a gente que está a desenvolver um bom trabalaho, é substiuido, para depois as coisas cairem no esquecimento?


Mais podería escrever, mas acho que as idéias gerais que queria passar, estão explícitas. É hora de sairmos para a rua, revoltar-nos contra este sistema de cunhas e de ajudas, que põe pessoas que não têm qualificação nem qualidade, em postos de trabalho, ganhando rios de dinheiro, preterindo os mais qualificados e os mais capazes. Chega de sermos constantemente roubados, na verdadeira acepção da palavra, e consentirmos, com esses roubos a acontecerem encapotados, sob a forma de mais um imposto para isto, mais uma taxa para aquilo, sem vermos melhorias nem utilidade.


CHEGA!! TEM QUE HAVER REVOLUÇÃO? VAMOS À REVOLUÇÃO!!!

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quinta-feira, 19 de Março de 2009

Crocodilos no Douro... E esta hein?


Ontem fiquei ligeiramente pasmado com a notícia que dá conta da existência de crocodilos no Rio Douro, perto de Miranda do Douro. Não deixa de espantar, porque pelo que pude perceber ainda houve gente que deu alguma veracidade a essa notícia.
Qualquer pessoa minimamente conhecedora do reino animal, e não precisa de muito, basta, em vez de verem programas televisivos de interesse reduzido, verem um pouco daqueles programas do reino animal, que parecendo desinteressantes, ensinam muito. Os crocodilos são animais de zonas quentes. querem temperaturas quentes.. O Rio Douro e a Europa não é o habitat deles, nem nada que se pareça.
Ao que tudo indica, a placa foi lá posta por um turista australiano que quis tirar uma foto e deixou-a lá ficar... Também já ouvi a versão de que teria sido o dono do barco que efectua cruzeiros nessa zona que la pôs a placa para afastar banhistas daquela zona. O facto é que um jornal espanhol da zona de zamora noticiou esta incidência com bastante impacto. O 'La Opinion de Zamora' da edição de domingo último, faz tamanha especulação sobre este assunto. Não há outra forma que caracterize este tipo de notícia e aqui sim, existe o puro sensacionalismo e falta de informação, capaz de criar embaraços. Chany Sebastian, autor da peça refere que "Portugal proibiu o banho no Rio Douro, através da colocação de várias placas de sinalização aludindo para a existÊncia de crocodilos nesta zona". Mas não é capaz de contactar com alguém da câmara de Miranda do Douro ou do governo, limitando-se a especular sobre o que foi feito, como foi feito e o que é que será atingido por estes repteis, contando a história de que foram deixados ali por alguém. Acho uma história notável.
Aedição de hoje do La Opinion de Zamora, já desmente o ocorrido, com mais explicações sobre o equivoco.



Mas o que há a retirar disto?



É que podem surgir todo o tipo de sinais em qualquer sítio, sem que ninguém se aperceba ou saiba bem porquê..

Ainda por cima porque naquela zona é proibida a afixação de qualquer tipo de anúncio, seja ele qual for.

Mas o que dá mais espanto, é que aquela sinalização já lá estava há algum tempo, sem que ninguém da Câmara, do Parque Nautico, o próprio propietário do barco de recreio, se queixasse, e mais incrível, ninguém com responsabilidades a questionou.



Agora, para 'matar' este assunto, alguém tem que dizer que viu tigres na área. É que o tigre é o único predador do crocodilo....

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quarta-feira, 18 de Março de 2009

Alguem me diz o que se passa?

O que é que se passa com as crianças neste país? Ou por outra, que raio andam os pais a fazer?

28 Fevereiro: Criança aos berros na varanda de um terceiro andar, em Santarem, deixada sozinha pelo pai e pelo avô. A varanda era pouco segura..

12 Março: Um bebé é esquecido pelo pai dentro do carro, em Aveiro, quando deveria ter sido levado à creche pelo mesmo. Criança morre após quatro horas dentro do veículo...

14 de Março: Um menino de dois anos morre ao cair num poço a descoberto em Mangualde, enquanto brincava com os irmão, a 300 metros de casa..

16 de Março: Um rapaz de quatro anos, sobrinho de Simão Sabrosa, é arrastado pelas ondas, enquanto brincava na praia com mais três crianças... O corpo ainda não apareceu, mas já se prevê o resultado...

16 de Março: No mesmo dia, duas crianças caem por uma ravina em Cebolido, depois de terem ficado dentro do carro enquanto os pais foram buscar o comando do portão de casa.. Alegadamente o carro ter-se-a destravado e galgado a vedação do pátio da casa onde residiam.. Era mesmo necessário terem ido os dois, pai e mãe, procurarem o dito comando?

17 de Março: Menino cai de 5º andar! em Felgueiras. Os pais estavam em casa!!

17 de Março: Menina de 16 meses foi atropelada pelo pai, quando este metia o carro na garagem, no Marco de Canavezes.

Segundo o JN de hoje, todos os dias existem cerca de 700 accidentes com crianças no nosso país... Dá que pensar...

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quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

A origem do mundo e a Fenomenologia do Ser

O que me traz por cá hoje, são dois livros que de um momento para o outro saltaram para berlinda, mas pelos piores, pode-se dizer assim, motivos.

O primeiro, é um lívro que estava a venda na Feira de Lívros de Saldo em Braga e que tem feito correr tinta nos jornais. Acontece que num stand de vendas estava exposto um lívro de nome "Pornocracia", cuja capa tinha exposta a víl imagem do sexo de uma mulher. Desde logo, alguns transeuntes mais conservadores (será que existem mesmo?) se manifestaram e fizeram questão de se dirigirem à esquadra mais próxima da PSP para apresentar uma queixa. Confesso que nunca ví eu alguém da polícia saltar tão rápido da sua esquadra para fazer uma apreensão do que quer que seja.

Analisando este caso do meu ponto de vista, saltam-me logo algumas dúvidas à cabeça.

Gostava de saber se algumas das pessoas que se mostraram tão escandalizada ao ver o sexo de uma mulher na capa de um lívro, nunca o viu na realidade...

Gostava de saber também, se estas mesmas pessoas se manifestam tão conservadoras, quando surge a Soraia Chaves ou a Claúdia Vieira expostas, ainda que breves segundos, nos spots publicitários dos filmes que fazem...


Pondo isto de parte, acho que me posso permitir analisar este caso. Parece-me que estamos perante, mais uma vez, uma situação de puritanismo excessívo e falso moralismo. Sim, porque essas pessoas que supostamente fizeram queixas e se sentiram tão escandalizadas com a capa daquele lívro, demonstram aquilo que realmente são.. uma fachada. Numa terra, onde, quando mija um português, mijam logo dois ou três, mesmo que nenhum deles tenha vontade, parece-me óbvio que foi isto que aconteceu. Não sei quantas pessoas fizeram queixas do lívro, mas se há, acredito que algumas delas fizeram queixa, não sabendo muito bem do quê.

Isto põe à vista outra situação. O nível cultural do povo português. A capa daquele lívro é de um quadro de um pintor francês oitocentista, de nome Gustave Courbet. O homem deve, neste momento, estar a dar pulos de alegria no túmulo, pois um dos seus maiores prazeres, além de pintar, era afrontar a sociedade. Este quadro foi feito a pedido de um diplomata turco que lhe encomendou a peça para ter na sua colecção de arte erótica, mais tarde doada ao Museé D'Orsay em Paris, França, após vários donos.

Outro tema que salta à vista, é a acção da PSP, sempre célere em resolver estes casos pequenos, sem qualquer tempo a perder. Se algum de nós, ou até mesmo daquelas pessoas que se queixaram da capa do lívro, fossem à mesma esquadra dizer que tinham sido assaltados ou outra coisa qualquer, sería necessário preencher uma data de papelada até que algum agente se dignasse a sair da sua secretária para ir procurar, prender ou fazer o que quer que seja, ao agressor. Escudados sobre a missiva de que a "medida cautelar para evitar uma alteração da ordem pública e o cometimento de outros crimes”, dada a “iminência de confrontos físicos” no recinto da feira. Dá-me vontade de rir. O único que os polícias deste país sabem fazer, é andar em recintos a barrarem a liberdade de expressão à procura de qualquer coisa, qual PIDE ou então andar por aí nas bermas da estrada, escondidos, a passar multas e à caça do incauto.

Agora, ao que tudo indica, segue já uma queixa do livreiro para a os tribunais, parece também que os lívros irão ser devolvidos, não com a mesma celeridade com que foram apreendidos, como não podería deixar de ser, e o melhor disto tudo, é que esse lívro de Catheríne Breillat, vai vender a rodos aqui em Portugal, depois de este incidente, mesmo que não seja para ler, mas pelo menos para se dizer que se tem.

A outra obra, é supostamente de Sartre. E supostamente, porque ela não existe, a não ser que seja um qualquer manifesto do filosofo francês que toda a gente desconhece. Este título surge agora porque o Dtr. Pedro Paços Coelho disse que para além de Kafka, entre outros, referiu ter lido esta obra na sua juventude. De facto não interessa a ninguém o que é que ele leu. Mas também enganar-se num título de um lívro, ou no seu autor, não é crime de morte. O mais apróximado que encontro com esse título é um lívro de nome "Fenomenologia do Ser Humano" de Angela Alves Bello. Terá sido este? Talvez... Poderá também ter sido um lívro de Hegel, mas de nome "Fenomenologia do Espírito", datado de 1806. Sarte era seguidor de Hegel, logo, poderá ter surgido daí a confusão.

Uma breve pesquisa no Google, permitiu-me perceber um pouco mais sobre este fenómeno da Fenomenologia e passo a transcrever: "A Fenomenologia, nascida na segunda metade do século XIX, a partir das análises de Franz Brentano sobre a intencionalidade da consciência humana, trata de descrever, compreender e interpretar os fenómenos que se apresentam à percepção. Propõe a extinção da separação entre "sujeito" e "objecto" (opondo-se ao pensamento positivista do século XIX) e examina a realidade a partir da perspectiva de primeira pessoa.
O método fenomenológico se define como uma volta às coisas mesmas, isto é, aos fenómenos, aquilo que aparece à consciência, que se dá como objecto intencional.
Seu objectivo é chegar à intuição das essências, isto é, ao conteúdo inteligível e ideal dos fenómenos, captado de forma imediata.
Toda consciência é consciência de alguma coisa. Assim sendo, a consciência não é uma substância, mas uma actividade constituída por actos (percepção, imaginação, especulação, volição, paixão, etc), com os quais visa algo".

Desta pequena percepção do que é a Fenomenologia, saltaram-me logo duas caracteristicas à vista: imaginação e especulação.

Pedro Paços Coelho foi inteligente. E vou explicar porquê. Consciente (ou não) de que estava a mentir, sabia (ou não) que a partir do momento em que falasse de uma coisa que não existia, algumas pessoas iriam desde logo tentar contraria-lo, como de facto aconteceu, e o povo português, na medida do querer saber se de facto haveria fundamento de verdade nas palavras dele, iriam pesquisar e tentar saber se de facto ele disse a verdade e se de facto esse livro existiria ou não. Logo, ele especulou sobre um título inexistente, imaginando que o leu. E pôs algumas pessoas mais cultas um bocadinho.

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sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Conversa no cais de descarga..


O outro dia, ao chegar ao shopping, para mais um dia de trabalho, fui descomprir ao cais de descarga. Estava lá uma colega minha de trabalho, brasileira. Acabamos por ter uma conversa que au penso ser interessante.

O teor, era o nível de ensino das pessoas cá em Portugal e o seu interesse pelo mesmo. Ela é da opinião que aqui as pessoas não se interessam pelo ensino superior. Dizia ela que muita gente que conhece, e não só, abandona a escola antes de terminar o 12º ano. Isso todos nós sabemos, é um facto. Comentava também que as pessoas que trabalham com ela, não têm prespectivas de futuro. Não têm interesse em acabar os respectivos cursos que deixaram a meio por qualquer motivo.

Isso surpreende-a, até pelo facto de no Brasil, toda a gente ter orgulho em ir para a faculdade tirar o seu curso e cumprir a sua formação académica.
Não posso deixar de lhe dar razão, mas isso a mim não me surpreende. E não me surpreende pelo facto de perceber os motivos que levam essas pessoas e qualquer jovem hoje em dia a deixar os estudos e preferir ir trabalhar.

Estudar é caro. Eu (que ainda estudo), se não trabalhar não consigo terminar o curso. E é demasiado complicado trabalhar e estudar. Fisica e psicologicamente. Sei que não estou a dizer nada de novo, toda a gente o sabe, mas salvo raras excepções, são sempre os motivos económicos a obrigarem as pessoas a deixarem de estudar para ir trabalhar. Depois, quando conseguem ter alguma possibilidade de terminar o curso, a nível financeiro, já não há pachorra para o terminar. E depois são as saidas profissionais. Vejo imensa gente da minha faculdade, que já acabou os seus cursos, a trabalharem em lojas no mesmo shopping que eu. É completamente desencorajador para alguém, saber que vai gastar uma pipa de massa durante o período académico, para chegar ao fim e ir para um balcão, sítio onde qualquer pessoa sem formação pode estar. Não se entenda com iso, que estou a discriminar as pessoas que não têm formação. Merecem todo o meu respeito, porque são pessoas trabalhadoras. Mas em termos comparativos, é desgastante para as pessoas.

Não há apoios do Estado, ninguém se interessa ccom isso. O que importa é os Magalhães e os choques tecnológicos e essas tretas todas. Isso é como construir uma casa bonita por fora e a ruir por dentro. Sem resolver estes problemas de fundo, daqui a pouco tempo, não há quem queira estudar. Para que!?

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quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Eluana Englaro: Eutanásia ou simplesmente o curso da vida...


Eluana Englaro, era uma jovem italiana, que, como toda a gente sabe, recentemente esteve no centro das atenções, devido à sua morte!. A jovem, que tinha 38 anos, passou 17 deles num estado vegetativo, que não é igual ao estado de coma, segundo alguns artigos que lí sobre este assunto, devido a um accidente de automovel ocorrido em 1992. Recentemente um tribunal italiano decretou aquilo que a familia há muito esperava: que a deixassem morrer. Logo se levantaram as vozes da discordância, com o Vaticano, sempre ele, à cabeça de todos os protestos, por causa dos valores da Vida e afins... Até Sílvio Berlusconi, primeiro ministro italiano, tentou de todas as formas evitar o fim do sofrimento daquela familia, sim, porque o dela já há muito que tinha terminado, se calhar até na altura do accidente, até mesmo tentado mudar a lei para que os médicos fossem obrigados a alimentar e a hidratar a rapariga.

Não sei se pode considerar justo. Eu sou da opinião que sim. Pareceu-me esta decisão, a melhor maneira de se honrar uma jovem, que teve o azar de sofrer um accidente que a colocou num estado em que nem está viva, nem está morta. Falar de eutanâsia neste assunto, não sei se será o mais acertado. O entendimento que tenho dessa palavra, leva-me a pensar que não está bem aplicada neste caso. Sou da opinião de que Eluana, já tinha morrido à 17 anos atras. O seu estado desde o dia em que sofreu o accidente, é completamente dependente de uma máquina, que lhe dava a vida. Logo não se pode falar de vida na verdadeira acepção da palavra.

Aquilo que o Vaticano tentou fazer, a lavagem cerebral a que já nos habitou, é sempre o mesmo. Enquanto fazia buscas no Google, para me documentar melhor sobre este caso, encontrei um artigo, em espanhol que tinha uma passagem do Concelho Pontificio para a Familia do Vaticano, que é hilariante no minímo: "Eluana está em estado vegetativo, mas não é um vegetal. É uma pessoa que está a dormir. A pessoa, mesmo neste estado mantém a sua dignidade. A pessoa é valiosa por sí mesma, não pelo que consome ou produz ou pelo prazer e satisfação que pode dar aos outros".

Ao ler esta passagem, confesso que me ri, porque não deixa de ser ilustrativa de uma lavagem cerebral do género das grandes policias partidarias do tempo das ditaduras. Eluana dormia. O Vaticano queria prolongar uma "vida", causando sofrimento aos pais, que todos os dias viam o óbvio: Infelizmente aquele seria o estado de Eluana até que por qualquer obra do destino, nem a máquina lhe conseguisse prolongar a vida. Não há diginidade nenhuma neste estado. Há que se ser frontal e deixar-se de politiquices: Eluana morreu no dia em que sofreu o accidente, infelizmente como é claro. Todo este longo percurso de 17 anos a debater se ela deveria ou não "morrer" efectivamente, não deve ter causado mais do que sofrimento e dor, mesmo à própria alma da Eluana, assim como aos pais e familiares.

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segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

A neve que parou o país.


Desde que cheguei da Venezuela, a cerca de 20 anos, nunca tinha visto neve. De facto, sempre que o inverno chega, faço planos de ir à Serra da Estrela, para poder apreciar o manto branco, mas por este ou aquele motivo, acabo sempre por não poder ir.

Na passada sexta-feira, estava eu na redação do jornal e eis para meu espento, que vejo floquinhos de neve a cair do ceu! Fiquei admirado, pois numa zona litoral, como é Gaia, não é muto habitual nevar. Mais tarde, por volta das 14 horas, o fenómeno voltou a acontecer, para meu gaudio e alegria.

Portugal, não é um país habituado a nevões intensos, embora por vezes, em zonas mais a norte e em zonas altas, esse fenómeno seja constante. Passo a vida, a ver imagens de outros paises em que a neve é habitual e vejo imagens de novões, mas o país não para, como parou o nosso durante o fim-de-semana.

De facto, o Instituto de Metereologia já tinha avisado para esta vaga de frio, logo sería de esperar, que se tomassem medidas de prevenção, nomeadamente nos pontos mais susceptiveis da queda de neve, que toda a gente sabe mais ou menos onde é, do género Vila Real, Amarante, e essas zonas mais interiores, onde o frio aperta mais, e onde, por pouca neve que caia cá em Portugal, são os sítios, onde é mais frequênte isso acontecer.

Mas foram, para meu espanto, precisamente esses sítios, que ficaram depernas para o ár. Estradas fechadas ao trânsito, escolas fechadas, aldéias isoladas, imagine-se! Vila Real, durante a tarde de sexta-feira ficou isolada do resto do país, porque os acessos estavam bloqueados devido ao gelo e à neve que caiu!!

Então eu pergunto... Onde andavam os limpa-neves, que estas cidades, porque estão mais habituadas têm? Toda a gente sabe que uma das medidas que permite eliminar o gelo das estradas é atirar-lhe com sal. Não ví ninguém a fazer isso.

Então eu volto a perguntar... Se este foi uma amostra de nevão, comparado com outros, se tivessemos um nevão a sério, o país parava todo? É inacreditável tanta falta de cuidado com as coisas, que por mais improváveis que sejam, podem sempre acontecer....

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quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

De volta....

Espero que todos tenham tido umas boas entradas e que estejam já a aproveitar o novo ano em força. Apesar de não ter escrito nada, não me esqueci de voces (poucos) leitores que aparecem por este espaço...
Hoje vou falar-vos de uma coisa que me chateia solenemente, que são as pessoas limitadas. Quando me refiro a pessoas limitadas, não me refiro como é obvio, a pessoas com deficiência, mas sim a pessoas que só se limitam a saber o que aprenderam e não se expandem mais do que isso.
Eu, até como jornalista, dou-me ao luxo de poder falar de todos os assuntos, com um minimo de segurança e com um minimo de sabedoria, para não meter os pés pelas mãos. Quando não sei, não falo, mas também não é por isso que não me tento informar e numa próxima oportunidade, debater o assunto com clareza.
Por incrível que pareça, trabalho com pessoas, no mundo do jornalismo, que se limitam a apenas um ou outro assunto, deixando alguns de lado, simplesmente porque não gostam, ou porque não percebem, ou porque simplesmente não estão para aí virados.
No meu jornal, tomo conta da parte de desporto, porque sempre gostei de desporto, nomeadamente de futebol. Mas também de outros desportos.
Recentemente, tive uma pequena troca de palavras com uma colega, mas já tive discussões sobre este assunto com outras pessoas, sobre o facto de alguém que não gosta de desporto, fazer trabalhos desportivos, isto à conta de entrevistas sobre futebol. "Ah, não gosto de futebol, não faço isso porque não percebo..." e a desculpa mais frequente para não se fazer coisas ligadas ao desporto. Não percebo como é que uma pessoa com um trabalho como este, pode dizer que não percebe de determinado assunto. Já fiz reportagens na Câmara de Gaia, e de assuntos de politica, não gosto de politica, por diversas razões, mas tentei inteirar-me minimamente sobre o que ia fazer, para depois realizar um bom trabalho. Mas não vejo essa dinâmica noutras pessoas.
Mas não é só aqui que as coisas funcionam assim. Até fora deste meio, as pessoas só se limitam a falar daquilo que conhecem. Há algum tempo atrás, tive uma discussão com uma pessoa, porque tive a audácia de referir que me dava ao luxo de saber falar de tudo! que grande incúria que cometi! Como é possível, eu, poder falar de tudo se apenas estudei para jornalismo! Que grande bronca que arranjei nessa altura, pois por vezes sou visto como uma pessoa que pensa que é mais do que as outras.
O problema deste país é precisamente esse. As pessoas serem limitadas e limitarem-se apenas ao que sabem, sem quererem saber mais. Não admira que as pessoas sejam enganadas e aldrabadas em qualquer tipo de situações!

sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Coisas que me entristecem....

Há coisas que me entristecem e muito. Tem a ver com actos de pessoas, que não me sendo de maneira nehuma chegadas, acabam por conviver comigo diariamente, pois trabalham comigo.
Apesar de saber que, de uma forma constante, falam de mim quando não estou presente, custa-me no entanto, saber certas coisas.
Quando se chega, em qualquer tipo de trabalho, a um cargo de alguma responsabilidade como eu tenho na loja em que (ainda) trabalho, não sendo um dos mais antigos, essa questão levanta sempre motivos de invejas e de falatórios. Vivi isso desde o primeiro dia que fui promovido a sub-chefe de loja, uma vez que quando isso aconteceu, apenas trabalhava lá há cerca de três/quatro meses, passando por cima de pessoas que já lá trabalham há bem mais tempo.
Depois, os comentários habituais: Já pensa que manda, já tem o rei na barriga, o poder já lhe subiu à cabeça e afins por grosso.... Desde já isso passa-me tudo ao lado, mas há sempre uma altura em que tenho que, forçosamente, pensar nisso, pois a mentira tantas vezes contada, torna-se verdade.
Não duvido das minhas capacidades e do meu trabalho, mas há que dizer basta!
Nunca ninguém fez o meu trabalho, mas eu já tive que fazer várias vezes o dos outros. Pessoas que chegam atrasadas, que não completam o seu trabalho, que ainda empurram tudo para as costas dos outros, agora também existe a falsidade, que afinal de contas sempre existiu mas que eu não via, do leva e traz....
Fora do meu horário de trabalho, não sou obrigado a fazer nada. Normalmente chegava mais cedo ao shopping, depois de sair do jornal, para almoçar e fazer horas. Num desses dias, cheguei, almoçei e depois fui tratar de assuntos meus. Soube ainda esta semana, que essa atitude foi tema de falatório, porque, em vez de ir para a caixa tirar talões, fui almoçar! Isto é normal? Não me parece. Não haverá mais um único dia que chegue antes da hora. Tentarei chegar sempre em cima das três da tarde, que é a minha hora de entrada. Ainda por cima, já soube que eu fui acusado de falta de frontalidade, por ter perguntado a uma outra colega, que também me defraudou, se essa situação era verdade.... Não há direito.
O que vale é que essas pessoas não vão loge e eu, daqui a uns tempos, penso já não estar lá, pois penso estar a desempenhar a minha profissão, o jornalismo. Sei que sou alvo de invejas, porque vejo os olhares de, não digo ódio, mas aqueles olhares que as pessoas percebem que são de desdem, quando chego lá e digo que vou entrevistar este ou aquele, que vou falar com este ou aquele, que vou a este ou àquele espectaculo, quando chego lá com o meu jornal e as pessoas vêm o meu nome.... Não gosto de me armar em superior, porque quem me conhece sabe bem como sou e como me comporto. Dou-me ao luxo de saber falar um pouco de tudo, porque gosto de ler e de manter actualizado sobre os príncipais assuntos de uma sociedade... E isso faz mal a muita gente...

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quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Passadeiras....


Uma das coisas mais controversas na estrada, são precisamente as passadeiras. O que se deve fazer, o que não se deve fazer, o condutor tem que parar sempre, não é obrigadoa parar... enfim, um sem número de questões, que advêm todas da falta de civismo de ambas as partes, condutor e peão.

Sé é verdade, que todos os dias nos deparamos com a inconsciencia da maioria dos condutores, que por qualquer motivo, não param nas passadeiras, também nos deparamos com a inconsciência, essa maior, dos peões, que só porque vêm um conjunto de linhas brancas marcadas no alcatrão preto, pensam que podem fazer tudo o que lhes apetece.

Segundo o Código da Estrada:


Artigo 101.º
Atravessamento da faixa de rodagem

1 Os peões não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se
certificarem de que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que
nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de
acidente.

2 O atravessamento da faixa de rodagem deve fazer-se o mais rapidamente
possível.

3 Os peões só podem atravessar a faixa de rodagem nas passagens
especialmente sinalizadas para esse efeito ou, quando nenhuma exista a uma
distância inferior a 50 m, perpendicularmente ao eixo da via.

4 Os peões não devem parar na faixa de rodagem ou utilizar os passeios de
modo a prejudicar ou perturbar o trânsito.

5 Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de
6 a 30 euros.


Nada do que está aqui descrito neste artigo é aplicado. Ou seja, este é um artigo que está apenas no Código da Estrada, para encher espaço. Senão vejamos:


No ponto 1, são raros os peões que se certificam do que quer que seja. Mal vêm as riscas no chão, toca a atravessar. não importa se o carro já está perto da passadeira, não importa sem vem em excesso de velocidade, não importa nada. Há riscas no chão, toca a passar. ERRADO!! Sé é verdade que os condutores têm que respeitar a passadeira e cumprir os limites de velocidade para não atropelarem ninguém, também é verdade que tem que haver o cuidado do próprio peão em zelar pela sua segurança. Quantas vezes vemos 'burros de penafiel' nos passeios, que parecem robots telecomandados, que mal vêm as riscas, mudam de direcção sem que nada o fizesse prever? Depois há atropelamentos, há mortes e há SEMPRE, mas SEMPRE, culpabilidade do condutor, seja em que condições forem que as coisas se tenham passado.

No ponto 2... Este é engraçado. As passadeiras são autênticas passereles. Já tive que fazer de conta que vou arrancar, para as 'donzelas' que estão a atravessar a rua se mexam. Atenção que as 'donzelas' não se remete exclusivamente a mulheres, se é que me faço entender... E depois atravessam e olham com aquela cara de sonsos, do genero 'que é? tou na passadeira!' É irritante...

Ponto 3: É mentira. Qualquer sítio é bom para se atravessar a rua. até nas autoestradas...

Ponto 4: É mentira também... Já assiti, por incrível que possa parecer, na rotunda da Boavista, a uma alegre conversa de cerca de dois minutos, entre duas idosas... na passadeira. Foi preciso apitar para as senhoras se lembrarem, que alí não era o Majestic nem a Petúlia...

Ponto 5: Não conheço ninguém em Portugal que tenha sido multado... Alias, se nada disto se faz, porquê é que se haveira de multar alguem....


Estes são os deveres dos condutores ao abeirarem-se de uma passadeira.


Artigo 103.º
Cuidados a observar pelos condutores

1 Ao aproximar-se de uma passagem de peões assinalada, o condutor, mesmo
que a sinalização lhe permita avançar, deve deixar passar os peões que já
tenham iniciado a travessia da faixa de rodagem.

2 Ao mudar de direcção, o condutor, mesmo não existindo passagem assinalada
para a travessia de peões, deve reduzir a sua velocidade e, se necessário,
parar a fim de deixar passar os peões que estejam a atravessar a faixa de
rodagem da via em que vai entrar.

3 Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de
120 a 600 euros.


Mas até acho engraçado, porque parece-me contraditorio, em relação aos deveres dos peões. Senão vejamos:


Ponto 1: Ou seja, se o semáforo estiver verde para os automóveis e vermelho para os peões, se houver um peão a atravessar a via.... tenho que parar para o deixar passar? e o resto do trânsito? e se ele for atropelado por algum outro veículo?

Ponto 2: Ou seja, afinal não é necessário uma passagem de peões para se atravessar a rua... por isso é que não há multas... e por isso é que não há que se ter cuidado em ver se há carros por perto ou não.. Afinal são eles que têm que ver... Afinal em que ficamos?

Ponto 3: Isto sim se faz aos condutores....

Posto isto e à medida que fui escrevendo o post, notei que além de um artigo para encher um buraco na legislação, existe um que desculpabiliza tudo o que os penaliza no anterior.


Gostava de saber a vossa opinião neste assunto....

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sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Coisas irritantes I


Há coisas que me irritam profundamente. A que mais me irrita passa-se no meu trabalho.
Além de ser jornalista, trabalho num shopping, mais concretamente no GaiaShopping, na restauração. É exaustivo trabalhar na restauração de um shopping. Desde que entro, às 15h, até que me vou embora, por volta da meia noite, há pessoas a comer. Irrita-me ver pessoas a comer. Eu sei que comer é um bem de primeirissíma necessidade, porque sem comer não ganhamos a força necessária para enfrentar o dia-a-dia e outras coisas que tal. Mas o "comer" das pessoas em Portugal, não segue essas directrizes. As pessoas comem sempre... Não param. Há pessoas que vejo tardes inteiras no Shopping e passam a vida a comer. Comem no McDonald's, comem na Maison de Crepes, comem na Arcádia e depois vão comer à minha loja.
Por qualquer perte da cidade que ande, há pessoas obesas. Autênticos, eu não queria ser mau, mas são autênticos potes de banha ambulante. As pessoas são gordas porque querem. Porque não param de comer. Não há regras de como comer bem, não querem saber da própria saude, não querem saber de nada!
Eu contra mim falo, porque há uns tempos atrás, também me inseria no grupo de pessoas gordas porque queriam. Não parava de comer! Atingi uma marca de vestimenta que me envergonhava cada vez que tentava comprar roupa. Para emagrecer, tive que gastar dinheiro, hoje felizmente estou dentro do peso do qual nunca deveria ter saido e chego então à brilhante conclusão de que só é gordo quem quer.
As pessoas parecem não preocupar-se muito com isso. PArecem não preocupar-se muito com a crise que anda por aí. Parecem não preocupar-se muito com a saude das crianças que levam com elas. Um dia estava na caixa, a receber o pagamento de uma cliente e ouvi este dialogo:


Mãe: Queres disto? (Massa, pronto, eu digo.. trabalho na Quasi Pronti, loja de massas...)
Filha: (com cara de duvidosa)... Não sei... é bom? (interpelou a mãe com a sua cara inocente)
Mãe: (Já esbaforida pela demora da filha na resposta, a um domingo, dia em que as pessoas deveriam andar com calma..) Pronto, tu es capaz de não gostar, vai ao McDonald's... é melhor vai!
E a miuda lá foi.... McDonald's??? Uma criança?? Sem querer dizer mal da comida do restaurante, mas trocar uma comida saudável como a massa, que é feita na hora à vista do cliente, com ingredientes naturais, tudo confeccionado por nós.... Vai mandar a filha comer hamburgers? Enfim....

Já para não falar nos gastos.... Comer no shopping nunca fica por menos de 5€ para uma pessoa só. O preço médio ronda os 5.50€. Uma familia de 4 pessoas, gasta no minimo 20€ para comer uma refeição. Se depois disso, ainda não estiverem todos satisfeitos, vão buscar os tradicionais crepes e sundaes... mais 15€.. Isto num jantar às 7h da noite.. Vão às compras, e voltam esfomeados das visitas as lojas com alguns sacos na mão.. Mais uma ronda pela praça da restauração... Comem pizza, ou outra coisa qualquer... mais uns 15€... Antes de irem embora, os miudos querem mais um gelado... mais uns 5€....

Ora, feitas as contas, só em comida (muita dela desnecessária), gastaram 50€, já para não falar nos sacos das lojas e no combustivel das deslocações. Há familias inteiras, que vejo no shopping, em média três vezes por semana. Digam-me agora, onde está a crise?

Depois, só se ve as pessoas a comerem o que faz mal. Autênticos alarves.. Vão à minha loja e já idealizo os ingredientes.... Em vez de comerem uma massinha com molho siciliano, o nosso vegetariano, com legumes, temos 5 ou 6 variedades, não... É o natas cogumelos e fiambre, o molho mais calórico, com chouriço, bacon e fiambre.... Em 10 gordos que vão à minha loja, 8 escolhem esta combinação. Não falha...

Depois é as horas a que vão... Entro as 15h, porque de manhã estou no jornal. Há clientes às 16h, 17h e 18h... quem no estado normal, vai ao Shopping comer massa a estas horas!! É inacreditavel, até porque atrasa-me todo o trabalho!!!

De tudo isto concluo que as pessoas são, de facto, gordas porque querem. Não têm o minimo cuidado com a sua linha, até porque isso degenera em outros problemas de saude. Incutem isso aos filhos. são poucas as crianças que vejo dentro da linha. Estão todas obesas. E comem que se fartam... não há moderação. E depois admiram-se de não caberem dentro das roupas e de morrerem prematuramente,.....

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Conversa na estação de metro da trindade....

Estava eu sentado calmamente na estação da Trindade, quando uma desconhecida se sentou à minha beira. Retirei a minha mala para ele se sentar e daí nasceu a conversa....
Desconhecida: Deixe estar, deixe estar....
Eu: .... (sorrisos)
Desconhecida: É a vida dos pobres....
Eu: (enquanto arrumava a minha carteira) Pois.....
Desconhecida: Dos pobres e dos ricos....
Eu: (Entre sorrisos) pois é....
Desconhecida: Eles podem.. o dinheiro compra tudo.. Mas não compra a saude...
Eu: É, mas eles têm dinheiro, mas podem não ter outras coisas, podem não ser felizes completamente...
Desconhecida: Pois, nós temos amigos, amor, felicidade, mas não temos dinheiro.. eles podem ter o dinheiro, mas nada disso...
Eu: (Silêncio, e a tentar perceber o porquê desta conversa)
Desconhecida: Se me saísse o Euromilhões, dava metade à minha filha e punha algum nesses colégios para meninos deficientes. Eles sim merecem...
Eu: Pois é, eles não têm culpa de nada e nada têm, além do apoio de alguém que muitas vezes nem sequer conhecem....
Desconhecida: Pois é, muitos são abandonados pela mãe e não merecem...
Eu: Pois é...
E a conversa ficou por aí pois chegou o metro....

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